3 – JESUS ENTROU NO BAR

Acho que o Roberto não fico muito feliz com o final que ele teve, mas eu tô nem aí. O que importa pra mim é que consegui mais uma pele pra coleção. E ainda salvei seis mulheres das garras daquele gostoso. Sou ou não sou o melhor demônio da face do inferno?

— Ei Dayanne, manda mais uma Kaiser, por favor!

Tá quente pra caralho aqui. Quente feito o inferno. Não, espera …

(Sim, isso foi uma piada, me perdoa).

E isso me fez lembrar de outra. Vou esperar a Dayanne chegar pra contar pra ela. Depois coloco aqui o que ela achou.

Enquanto isso tô aqui pensando no próximo conto. Aquele cara que eu peguei foi meio diferente e às vezes nem eu entendo como aquilo aconteceu. Acho que vocês vão sentir o mesmo que eu quando lerem, porque foge do meu padrão. Pensando aqui, tem dois que terminam diferente. Ou mais, talvez eu não me lembre agora. Mas às vezes essas curvas acabam sendo mais interessantes. Posso chamar isso de plot, porque vocês vão pensar que eu vou ter mais uma pele, porém não. Espera … acho que estraguei o plot contando sobre ele. Foda-se.

E além disso, sacrificar uma pele ou outra de vez em quando vale a pena. Viva la vida loca!

Ah, lá vem a Dayanne com meu líquido dos demônios.

— Tanta coisa boa pra tomar e você insiste nesse xixi de gato?

— Ora lindona, eu troco ela se você me der uma chance. Bebo o que você quiser.

Ela mostra seus dentes amarelados e podres, pontiagudos e serrados. Meu diabo, essa desgraça sabe ser bonita mesmo. Eu já falei aqui da época que ela cansou do bar e foi viver na terra como uma cantora chamada Pablo Vittar? Rapaz, ela era demais! Cantava feito o capeta.

— Se tu me colocar no livro, eu já disse que penso no assunto.

A demônia se virou jogando os cabelões do jeito sensual que ela sabe, se dirigindo a outro cliente do bar. A piada, porra.

— Daynne, eu tenho uma das boas hoje pra ti!

Ela suspirou, revirou os olhos por segundos que pareceram décadas e voltou até onde eu estou sentando.

— Lá vem …

Eu sorrio. Cara, as piadas sem graça são as melhores!

— Jesus entrou no bar e todos começaram a rir. Sabe o por quê?

— Não, não faço ideia.

Engoli a cerveja, sentindo a gargalhada chegando cada vez mais perto das minhas cordas vocais.

— Era a graça do senhor!

Ela revira os olhos mais uma vez tentando tirar a graça da minha piada do ano, mas posso ver aquele sorrisinho sendo contraído para não aparecer no canto da boca dela.

— Pelo amor de Deus. Do Diabo. Volta pro teu livro que acho que vai ser melhor. Se depender das tuas piadas, não vai ter mais Kaiser pra beber.

Rapaz, que mulher / homem / tudo.

Bom, então vamos lá pra próxima foda louca que eu tive. Apertem os cus e boa viagem senhores punheteiros (e siririqueiras).

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