1 – O Bar Puterror

Se tem um lugar que você tem que visitar quando vir pro inferno é o Puterror. Acho que é o bar mais daora que tem por aqui. E claro que a Dayanne melhora o lugar tipo uns cem porcento. A magia do bar, diria eu, é ela. O coração e o cérebro ao mesmo tempo. Mas também depende muito do humor dela. Se você chegar lá e não a ver com longos cabelos esvoaçantes, um salto quinze e uma minissaia, eu diria pra voltar outro dia.

Se ela não tá montada é porque algo muito grave aconteceu. Tipo o humano que ela trepou na última noite não deu no coro. Ou a unha dela quebrou antes de encontrar aquela mina gostosa. Ou pior ainda, se ela se montou de drag e o filho da puta (coloque todos os X aqui, porquê demônios não se importam com gênero. Eles só querem o prazer de foder ou ser fodido) não apareceu e deixou ela esperando.

Claro que se ela fizesse como eu, não teria esse tipo de problema. Essa galera daqui gosta tanto de tecnologia que às vezes até parecem seres humanos. Eles usam uma espécie de aplicativo que conecta demônios com gente que quer trepar com demônio. Tipo, tem que ter consentimento.

Qual é o nome mesmo? …. Hell … Hell alguma coisa …

Hellrnot!!!!!!

Isso mesmo!

Antes tinha outro … Grindhot eu acho, mas não caiu nas graças dos chifrudos.

Eu já sou à moda antiga. Tem concessão também, claro. Que tipo de monstro eu seria se obrigasse alguém a abrir as pernas pra mim (ou fizesse alguém entrar abrir minhas pernas a força) (um humano!)? Só trepo com quem quer trepar com meu corpo humano possuído do dia. Só que eu não falo pra eles que no final meu vírus vai secar tudo que fica dentro deles e deixar só a pele estendida lá, no chão, na cama, no sofá, em cima da máquina de lavar, no elevador ou onde quer que seja. E eu tenho uma longa coleção delas lá na minha casa. Segredinhos que prefiro guardar pra mim.

Dayanne sempre me chama de monstro quando lembro desse detalhe. Ué, a gente é demônio. A gente é, na visão dos humanos, monstros.

Hoje ela tá montada, então talvez eu até descole umas brejas de graça.

— Hei gata, manda uma Kaiser bem geladinha, por favor!

Ela se vira, jogando os longos cabelos (peruca) pretos para trás, tentando imitar aquelas propagandas de shampoo. E da certo, a bixa é bonita demais.

— Só se você me pôr nesse livrinho aí.

Dou uma gargalhada. Porra, já falei mil vezes que meu livro só tem os relatos dos humanos que eu trepo e seco.

— Dayanne, pra você fazer parte dele, vai ter que me dar uma chance para provar desse corpinho ai.

Ela traz o copo com a cerveja, passando as longas unhas dentro do líquido para misturar.

— Ora ora, pra provar disso aqui tem que merecer. Começando tratando os humanos decentemente. A gente tá no século XXI. Não precisamos mais matar eles. E também tomando uma cerveja melhor do que essa coisa ai que você sempre pede.

Eita, lá vem ela de novo com esse papo mano.

— Not today, satan! Not today. Nas minhas peles e minha Kaiser ninguém toca.

Ela solta uma risada estridente e se vai para atender outros demônios.

Tá na hora de colocar mais histórias nesse belezinha. E essa vai ser sobre o dia que eu fiz um pacto com uma escrava sexual. Aquele dia meu amigo, foi lôco!

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