Resident Evil 6: O capítulo final (2017)

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Depois de cinco filmes, sendo dois deles extremamente cansativos, Resident Evil retorna com seu sexto e último filme, intitulado O capítulo final. Após o fracasso de Resident Evil Retribuição, todos esperávamos um final digno para os nossos personagens favoritos, com os quais crescemos juntos, e final este, que excedeu as minhas expectativas.

Após o apocalipse mundial provocado pela empresa Umbrella Corporation, Alice descobre que foi traída e que há um antivírus que promete anular toda a infecção provocada pelo T-vírus. Obviamente que sua missão não seria tão fácil, uma vez que os maiores vilões da franquia retornam para infernizar a vida da nossa personagem e completar o maligno plano de exterminar a raça humana. Dessa vez Alice deve retornar ao seu lar, Racoon City, agora destruída, para recuperar o então antivírus que encontra-se na colmeia e finalmente salvar o dia. Para isso, ela conta com a ajuda de velhos amigos, como Claire Redfield.

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Resident Evil é adaptação dos games de mesmo nome e embora o processo criativo tenha colocado uma personagem que não existe nos games, a franquia redefiniu o conceito da história criando assim um novo grupo de fiéis fãs. O sexto filme da franquia funciona por apenas um motivo. O diretor Paul W.S. Anderson traz tudo que já funcionou nos filmes anteriores e aplica com excelência na nova trama. Posso afirmar que o filme é uma mistura de o Hóspede Maldito e A Extinção, pois temos novamente a sensação de que o fim do mundo é sim laranja e o mais importante em filmes de terror: Muitos sustos. Com muita funcionalidade, o diretor conseguiu aplicar um filme de terror em cima de um bom filme de ação (que eu prometo que irá te deixar sem unhas) e fazer cenas noturnas com muita precisão. Todos sabemos as dificuldade nesse tipo de cena, mas dessa vez, a própria silhueta dos personagens é trabalhada de forma eficaz. Pela primeira vez depois dos últimos dois filmes, nada é forçada e exagerado. Os zumbis estão de volta, trazendo a nostalgia do primeiro filme e vemos antigos vilões exercendo suas funções, muito bem que por sinal.  O filme traz intensas cenas de ação em cortes rápidos que nos imergem imediatamente ao que está sendo transmitido na tela. Os personagens, embora de forma sutil e apressada, conseguem ser simpáticos a ponto de criarmos empatia sem os conhecermos muito bem. Nada é raso quanto à missão de cada um e entendemos a existência do perigo. Realmente torcemos para que eles consigam. Os vilões são cruéis e assim como os mocinhos, defendem seus ideias a ponto de usar todas as armas possíveis (Armas muito criativas). Milla Jovovich está mais incrível e preparada que nunca para a nova aventura. Gosto de pensar que ela e sua personagem são a personificação de feminismo e poder. A atriz se entrega de corpo e alma e percebemos o quão ela ama fazer aquilo, transmitindo ainda mais realidade às cenas. Ali Larter volta como a Líder Claire Redfields e embora não muito bem aproveitada, excluí todos os possíveis erros de Afterlife. A ótima surpresa do filme é o retorno do ator Ian Glen, com sua maravilhosa atuação, coisa que a franquia precisava urgentemente. O ator cumpre sua função com excelência e profundidade. O filme que promete ser o fim da história de Alice deixa inúmeras pontas soltas o que me faz pensar, será mesmo esse o final?

Diabos! O Paul W.S. Anderson aprendeu a dirigir um filme? O diretor executa todos os planos e cortes com maestria, lembrando muito o trabalho de Russell Mulcahy, diretor do terceiro filme da franquia. As cenas são intensas, os cortes são rápidos e se piscarmos perdemos alguma coisa. É claro que o filme não nos dá uma única chance de piscar, e o suspense está lá o tempo todo. Mesmo quando antecedemos o jumpscary, ele acaba nos surpreendendo. A fotografia brilha entre o laranja do dia e o azul escuro da noite e dessa vez sem aquele exagero de CGI incomodativo. Os monstros estão mais orgânicos do que nunca e as cenas com os mortos vivos são aterrorizantes. A mixagem de som é tão bem feita, que tenho a vontade de assistir o filme somente com os sons brutos e mixados, mas a trilha sonora é parte essencial na trama. O 3D vale a pena.

Nota: 8

Cena preferida: Depois que Claire descobre uma importante informação sobre um dos personagens, ela mostra que é tão badass quanto Alice (talvez um pouco mais fria) e toma atitudes que nos fazem tremer na cadeira.

2 comentários sobre “Resident Evil 6: O capítulo final (2017)

  1. Ótimas observações feitas feitas sobre o filme. Interessante, com cenas que nos prendem e fazem ficarmos ansiosos. Eu particularmente, levei um susto no começo do filme: quando Alice está bebendo água de beira de uma “represa” e aparece aquele zumbi tentando matá-la, mas com o decorrer do filme, não fiquei mais assustado, oque seria algo normal em filmes de terror.

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    • Realmente, mas se formos pensar em Resident Evil, temos claramente um filme de ação, não acha? E quanto aos sustos, ocorre de formas diferentes com cada pessoa. Eu pulei várias vezes, fiquei tenso várias vezes, mas a recepção depende de pessoa para pessoa. O importante é aproveitar o filme e se divertir 😉

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