A chegada (2016)

 

A chegada tem tudo para se tornar um clichê previsível. Logo nos primeiros minutos temos o receio de estarmos assistindo algo que já vimos em a Quinta Onda (2016) e isso causa sim, certa preocupação. Depois de conhecermos bem os personagens e o caráter da trama, percebemos uma história fascinante e inesperada que filmes de ficção cientifica não costumam trazer.

Após a pacífica chegada de 12 naves alienígenas ao redor do mundo, a professora de linguística Louise Banks é chamada para tentar entrar em contato com a nave que pousou nos Estados Unidos. Sua função é basicamente tentar decifrar sua linguagem para que possam descobrir o propósito da visita. Enquanto as naves permanecem pacificamente sob diversos países, o mundo entra em um colapso social, político e econômico.

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O filme se constrói aos poucos e depois que ganha corpo, se mantém no mesmo ritmo até o final. A trama conta com uma forte protagonista no controle, seguindo aquela linha poder feminino já encontrado em diversos filmes do gênero. Se você é uma daquelas pessoas que se abastasse com efeitos digitais eletrizantes e explosões a lá Michael Bay (O que não há nada de errado nisso, pois eu também sou uma dessas pessoas), certamente A chegada não é o que você espera. Os efeitos especial são sutis e funcionais, dando um visual estético impressionante. Esse é o típico exemplo do ”menos é mais”. Um dos pontos fortes é o embasamento cientifico que traz uma teoria linguística praticamente mastigado para pessoas leigas (Que era o meu caso). O assunto é diferente de tudo já haviam trazido antes, quando se tratando de alienígenas e graças a essa imersão cientifica, nos sentimos a todo instante dentro de um dos filmes do Christopher Nolan. O drama de ficção nos deixa nervosos o tempo todo e nos transporta para um ambiente claustrofóbico, tanto dentro das naves quanto fora delas, como se nenhum lugar fosse seguro. Amy Adams traz uma personagem imponente, embora assustada, com uma subtrama que vamos entender apenas no final do filme e Jeremy Renner, seu parceiro, que exerce qualquer coisa menos a função de seu personagem, também ganha presença ao longo do filme. A falta de importância de alguns personagens pode sim ser um erro, mas nada que afete o propósito da história.

A direção fica por conta de Denis Villeneuve, que dirigiu filmes blowminds como O homem duplicado e Os suspeitos. A chegada é impecavelmente dirigido, trazendo aspectos cruciais que tornam o filme surpreendente e marcante. Tudo no filme é esteticamente atraente, e um dos pontos mais fortes do filme são as naves e os alienígenas, que fogem do óbvio e habitual.

A chegada é na certa um dos melhores filmes da atualidade. Uma trama tão envolvente que você nem vai perceber o tempo passar.

Deixem um comentário falando o que achou do filme.

Nota: 9

Cena preferida: Assim que Louis e Ian chegam de helicóptero e veem a nave pela primeira vez. A fotografia ligada à trilha sonora nos transporta para um ambiente aterrorizante e desconhecido.

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