Na Garupa do Besouro – Resenha

Da uma olhada na resenha que o pessoal do “Maré de rabiscos” fez sobre o livro “Na garupa do besouro”

Maré de Rabiscos

 

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Livro: Na Garupa do Besouro

Autor : J. P. Effting

Editora: PENALUX

Páginas: 76

ISBN: 978-85-5833-060-2


Na Garupa do Besouro é um livro de contos que nos trás várias temáticas, mas sempre dentro do terror/fantasia. A tentativa de fuga da realidade ameaçadora; possíveis acontecimentos pós-morte; criaturas misteriosas e aterrorizantes; a natureza humana como sendo, talvez, o mal que julgamos vir de forças malignas.

A leitura do livro é rápida, sete contos distribuídos em 76 páginas muito bem escritas, por sinal.

No primeiro conto, um garoto perturbado por valentões da escola recebe um presente de um homem misterioso.

“– Eu me chamo Bryan! E… porque, assim como você, eu também aprecio a arte do desenho. O que tenho a oferecer é poderoso e deve ser usado para o bem. E só para o bem.

 – Ok, vamos supor que eu aceite, o que eu deveria te dar em troca?

 – Nada, garoto. Só quero…

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Escuridão no Fim do Túnel – Resenha

Olha que legal essa resenha sobre “Escuridão no fim do túnel”. Logo mais tem uma resenha minha sobre esse livro do Henrique de Micco

Maré de Rabiscos

A cena de um pai, prestes a contar histórias assustadoras ao seu filho, é o pontapé inicial da história. Como os dois costumam chamar, o “show de horrores”.

O livro flui de maneira ágil, trazendo alguns contos, que na verdade são os relatos do pai ao seu filho. Cinco histórias curtas, sendo quatro delas de outras pessoas, e a última do próprio pai do menino, que se chama Tomas.

O primeiro conto nos traz um atropelamento, após um momento de distração da motorista. Isso acontece em uma estrada quase deserta, em plena madrugada. Não tem como dar certo, né?

O sussurro em seu ouvido fez seu corpo inteiro gelar, e um arrepio percorreu toda a sua espinha dorsal; Ela teve a impressão de conseguir ouvir as batidas de seu coração naquele momento. Poderia ter sido coisa de sua cabeça, pensou ela. Ainda assim, demorou em criar a coragem necessária para…

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Resident Evil 6: O capítulo final (2017)

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Depois de cinco filmes, sendo dois deles extremamente cansativos, Resident Evil retorna com seu sexto e último filme, intitulado O capítulo final. Após o fracasso de Resident Evil Retribuição, todos esperávamos um final digno para os nossos personagens favoritos, com os quais crescemos juntos, e final este, que excedeu as minhas expectativas.

Após o apocalipse mundial provocado pela empresa Umbrella Corporation, Alice descobre que foi traída e que há um antivírus que promete anular toda a infecção provocada pelo T-vírus. Obviamente que sua missão não seria tão fácil, uma vez que os maiores vilões da franquia retornam para infernizar a vida da nossa personagem e completar o maligno plano de exterminar a raça humana. Dessa vez Alice deve retornar ao seu lar, Racoon City, agora destruída, para recuperar o então antivírus que encontra-se na colmeia e finalmente salvar o dia. Para isso, ela conta com a ajuda de velhos amigos, como Claire Redfield.

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Resident Evil é adaptação dos games de mesmo nome e embora o processo criativo tenha colocado uma personagem que não existe nos games, a franquia redefiniu o conceito da história criando assim um novo grupo de fiéis fãs. O sexto filme da franquia funciona por apenas um motivo. O diretor Paul W.S. Anderson traz tudo que já funcionou nos filmes anteriores e aplica com excelência na nova trama. Posso afirmar que o filme é uma mistura de o Hóspede Maldito e A Extinção, pois temos novamente a sensação de que o fim do mundo é sim laranja e o mais importante em filmes de terror: Muitos sustos. Com muita funcionalidade, o diretor conseguiu aplicar um filme de terror em cima de um bom filme de ação (que eu prometo que irá te deixar sem unhas) e fazer cenas noturnas com muita precisão. Todos sabemos as dificuldade nesse tipo de cena, mas dessa vez, a própria silhueta dos personagens é trabalhada de forma eficaz. Pela primeira vez depois dos últimos dois filmes, nada é forçada e exagerado. Os zumbis estão de volta, trazendo a nostalgia do primeiro filme e vemos antigos vilões exercendo suas funções, muito bem que por sinal.  O filme traz intensas cenas de ação em cortes rápidos que nos imergem imediatamente ao que está sendo transmitido na tela. Os personagens, embora de forma sutil e apressada, conseguem ser simpáticos a ponto de criarmos empatia sem os conhecermos muito bem. Nada é raso quanto à missão de cada um e entendemos a existência do perigo. Realmente torcemos para que eles consigam. Os vilões são cruéis e assim como os mocinhos, defendem seus ideias a ponto de usar todas as armas possíveis (Armas muito criativas). Milla Jovovich está mais incrível e preparada que nunca para a nova aventura. Gosto de pensar que ela e sua personagem são a personificação de feminismo e poder. A atriz se entrega de corpo e alma e percebemos o quão ela ama fazer aquilo, transmitindo ainda mais realidade às cenas. Ali Larter volta como a Líder Claire Redfields e embora não muito bem aproveitada, excluí todos os possíveis erros de Afterlife. A ótima surpresa do filme é o retorno do ator Ian Glen, com sua maravilhosa atuação, coisa que a franquia precisava urgentemente. O ator cumpre sua função com excelência e profundidade. O filme que promete ser o fim da história de Alice deixa inúmeras pontas soltas o que me faz pensar, será mesmo esse o final?

Diabos! O Paul W.S. Anderson aprendeu a dirigir um filme? O diretor executa todos os planos e cortes com maestria, lembrando muito o trabalho de Russell Mulcahy, diretor do terceiro filme da franquia. As cenas são intensas, os cortes são rápidos e se piscarmos perdemos alguma coisa. É claro que o filme não nos dá uma única chance de piscar, e o suspense está lá o tempo todo. Mesmo quando antecedemos o jumpscary, ele acaba nos surpreendendo. A fotografia brilha entre o laranja do dia e o azul escuro da noite e dessa vez sem aquele exagero de CGI incomodativo. Os monstros estão mais orgânicos do que nunca e as cenas com os mortos vivos são aterrorizantes. A mixagem de som é tão bem feita, que tenho a vontade de assistir o filme somente com os sons brutos e mixados, mas a trilha sonora é parte essencial na trama. O 3D vale a pena.

Nota: 8

Cena preferida: Depois que Claire descobre uma importante informação sobre um dos personagens, ela mostra que é tão badass quanto Alice (talvez um pouco mais fria) e toma atitudes que nos fazem tremer na cadeira.

Resenha WattPad: Blecaute

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Uma jovem bela, inteligente e misteriosa. Nunca se viu, nem uma vez sequer, tal garota alterar sua rotina monótona, e justamente no dia em que tal evento acontece, acarreta várias consequências, como num efeito dominó. E a partir daí, um passado misterioso e sombrio será revelado, causando medo, repulsa e indignação a qualquer um que o conheça.
E você? Tem estômago o suficiente?

Autora: Azami Kubo

Blecaute foi uma surpresa para mim. Nos primeiros capítulos imaginei que leria uma história relacionada a dupla personalidade e psicopatia, sem elementos sobrenaturais.

Anna Beatriz é a protagonista da história e é uma garota comum e bonita, se não fosse pelo fato de ser conhecida por seu transtorno de personalidade. Foi diagnosticada ainda quando adolescente. Seus pais adotivos não gostavam dela e por isso fizeram questão de não guardar segredo a respeito do problema da garota. Após longos anos de terapia, ela se viu curada, mas em um surto de raiva causado por uma colega de trabalho, sua outra personalidade tomou o controle novamente.

Mas foi no terceiro capítulo que a história me ganhou. A autora volta seis anos na vida de Anna, onde talvez começamos a entender o real problema da garota. A cena é em uma reunião com sua psicóloga. Quando é forçada a falar sobre um problema que teve com um garoto, algo toma conta de seu corpo. Ela agora se denomina Legião – um de muitos – e alerta a psicóloga a parar de pressionar Anna para falar sobre o que ela não deseja.

Porém a história se desenvolve mais. Após insistir muito para que Anna conte sobre seu passado, a psicóloga finalmente consegue algumas respostas que queria. E aí então que começa a entrar os elementos sobrenaturais. A menina se torna amiga de dois gêmeos estranhos e após isso coisas ruins começam a acontecer com sua família.

A história ainda não está completa, mas vale a pena começar a lê-la. Ainda não pude ter uma noção real do que Anna realmente é (ou o que a possui de fato), mas a personagem me prendeu, assim como a história.

Nossas Obras

Lucas Rodrigues

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''We never really die'' 

21 anos, sonhador e audacioso.
Aprendiz de youtuber.

Título: Black Stories
Sinopse: Seis histórias de pessoas comuns que de um segundo para o outro redescobriram o sentindo da palavra medo. Estaria o mal interligado com todas as coisas bizarras que acontecem no mundo ou seria apenas uma triste e macabra ironia do destino?

João Paulo Effting

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O terror entra por meus pulmões como se fosse 
ar. 
Circula por minhas veias como se fosse sangue. 
Quando transpiro, exalo terror. 
Vivo o terror. 
Amo o terror.

Título: Chasses
Sinopse: Jerry McFillan se muda com sua família para uma pequena cidade chamada Chasses. O que era pra ser uma nova vida em um lugar tranquilo para seu filho e sua mulher começa a se tornar um estranho mistério, quando sua esposa é abordada por uma moradora, alertando-a para ir embora pois o mal vive escondido naquele lugar.

Título:  Na Garupa do Besouro
Sinopse: Ficou por um tempo sentado na cama, pensando. A insanidade crescendo. O garoto doce, apaixonado, amigo, que um dia existiu estava morrendo aos poucos (ou rapidamente), tomado pelo sentimento de traição e pelo ciúme. Enquanto estava sentado, o sorriso não saía de seu rosto. O mais apavorante de tudo era que seus olhos não sorriam junto. Era um sorriso forçado, um sorriso medonho, de alguém prestes a cometer uma loucura. O sorriso de um assassino em vias de matar alguém.

A chegada (2016)

 

A chegada tem tudo para se tornar um clichê previsível. Logo nos primeiros minutos temos o receio de estarmos assistindo algo que já vimos em a Quinta Onda (2016) e isso causa sim, certa preocupação. Depois de conhecermos bem os personagens e o caráter da trama, percebemos uma história fascinante e inesperada que filmes de ficção cientifica não costumam trazer.

Após a pacífica chegada de 12 naves alienígenas ao redor do mundo, a professora de linguística Louise Banks é chamada para tentar entrar em contato com a nave que pousou nos Estados Unidos. Sua função é basicamente tentar decifrar sua linguagem para que possam descobrir o propósito da visita. Enquanto as naves permanecem pacificamente sob diversos países, o mundo entra em um colapso social, político e econômico.

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O filme se constrói aos poucos e depois que ganha corpo, se mantém no mesmo ritmo até o final. A trama conta com uma forte protagonista no controle, seguindo aquela linha poder feminino já encontrado em diversos filmes do gênero. Se você é uma daquelas pessoas que se abastasse com efeitos digitais eletrizantes e explosões a lá Michael Bay (O que não há nada de errado nisso, pois eu também sou uma dessas pessoas), certamente A chegada não é o que você espera. Os efeitos especial são sutis e funcionais, dando um visual estético impressionante. Esse é o típico exemplo do ”menos é mais”. Um dos pontos fortes é o embasamento cientifico que traz uma teoria linguística praticamente mastigado para pessoas leigas (Que era o meu caso). O assunto é diferente de tudo já haviam trazido antes, quando se tratando de alienígenas e graças a essa imersão cientifica, nos sentimos a todo instante dentro de um dos filmes do Christopher Nolan. O drama de ficção nos deixa nervosos o tempo todo e nos transporta para um ambiente claustrofóbico, tanto dentro das naves quanto fora delas, como se nenhum lugar fosse seguro. Amy Adams traz uma personagem imponente, embora assustada, com uma subtrama que vamos entender apenas no final do filme e Jeremy Renner, seu parceiro, que exerce qualquer coisa menos a função de seu personagem, também ganha presença ao longo do filme. A falta de importância de alguns personagens pode sim ser um erro, mas nada que afete o propósito da história.

A direção fica por conta de Denis Villeneuve, que dirigiu filmes blowminds como O homem duplicado e Os suspeitos. A chegada é impecavelmente dirigido, trazendo aspectos cruciais que tornam o filme surpreendente e marcante. Tudo no filme é esteticamente atraente, e um dos pontos mais fortes do filme são as naves e os alienígenas, que fogem do óbvio e habitual.

A chegada é na certa um dos melhores filmes da atualidade. Uma trama tão envolvente que você nem vai perceber o tempo passar.

Deixem um comentário falando o que achou do filme.

Nota: 9

Cena preferida: Assim que Louis e Ian chegam de helicóptero e veem a nave pela primeira vez. A fotografia ligada à trilha sonora nos transporta para um ambiente aterrorizante e desconhecido.